MPI 2019 – Insights da Palestra “Marketing 4.0”.

Nos dias 26 e 27 de maio estivemos na FIESP participando da 14a. edição do Congresso da Micro e Pequena Indústria – MPI 2019. Esse evento traz, a cada ano, agendas inovadoras e de interesse das micro, pequenas e médias indústrias – nesta edição o tema central foi “Preparando pessoas, transformando empresas”.

A programação incluiu palestras e oficinas com empreendedores e profissionais que apresentaram sua visão sobre marketing, gestão de dados, tecnologia aplicada aos negócios e outros assunto; oficinas práticas; espaço para networking; feirão do crédito etc.

Neste e nos próximos posts compartilharemos com vocês alguns dos insights dos dois dias de evento.

A primeira palestra ficou a cargo de Marcelo Pimenta, professor de inovação e design thinking da ESPM. O tema foi “Marketing 4.0: a experiência que vende – como a indústria pode se conectar com o cliente na era digital”.

Em sua apresentação ele ressaltou a necessidade do empreendedor estar atento a esse novo cliente, que não aceita mais passivamente aquilo que é posto, mas questiona, exige, transforma, influencia e produz conhecimento a partir daquilo que lhe é dado. Na definição cunhada por Alvin Toffler nos anos 1980, estamos diante dos “prosumers” – a junção das duas pontas opostas da relação de consumo: produtor e consumidor (em inglês “producer” e “consumer”, respectivamente).

A hora é de trocar aquele “mindset fixo” por um “mindset inovador” frente a esse novo cliente. Essa é uma escolha que as empresas devem fazer para sobreviver. Encarar o desafio da inovação, ter a coragem e o protagonismo de transformar o que mais as incomoda no seu negócio em ponto de partida para fazer algo novo. Porque, se elas mesmas não o fizerem, alguém fará.

A frase chave dessa palestra, a nosso ver, foi: “Mate seu próprio negócio; não espere que outro o faça”.

Inovação! Inovação! Inovação!

Inovação. Resolver algo complexo de forma simples.

Se fosse fácil inovar investiríamos mais tempo em criar soluções inusitadas do que em falar a respeito dessa árdua tarefa.

Inovação está ligada, entre outros fatores, à criatividade, ao pensar, ou seja, como resolver algo complexo de forma simples. O inventor do pregador de roupas é um gênio, concebeu um dispositivo modesto capaz de resolver um baita problema.

Não há fórmula para inovar, mas alguns aspectos podem ajudar. Repare nas pessoas, em sua dinâmica, qual produto ou serviço as satisfaria? Veja bem, inovar sem demanda é um tiro no pé, muita gente pode se interessar, mas não necessariamente comprar.

Outro caminho: modificar algo existente, de forma a fazê-lo mais eficiente, barato e desejável. O que é possível desenvolver para economizar tempo, ampliar o conforto e assim por diante? Estamos passando por profundas mudanças comportamentais, o que fazer para aproveitar essas oportunidades?

Em uma comunidade que sigo, um dos participantes postou necessitar de alguém que prepare refeições veganas. Já pensou em criar um delivery vegano? Funciona? Terá público? Enfim, ter ideias é ótimo, a questão é estudar a sua viabilidade. E inovar sempre.

by Fernando Brengel